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quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Quero ser médica..."

Por Roberta Passamani*
(estudante de medicina do 9° período da EMESCAM)
 
Médicos cubanos, 8 anos de curso, 2 anos de emprego compulsório... e mais aqueles velhos problemas de sempre (falta de estrutura, salário que desvaloriza, etc). Tudo isso está na boca dos estudantes de medicina desse país; também no coração, cheio de inquietude. O curso de medicina é desgastante e, quase apavorante! Noites perdidas, amigos e família deixados de lado. Conversando agora há pouco com meu irmão, podemos trazer a tona a grandeza que é ser um acadêmico de medicina. Estamos nos preparando para salvar vidas, para fazer nascer e até renascer. Então, que em meio a toda essa confusão, façamos a nossa parte, não nos calemos, confiando que, milagrosamente, haverá bom senso nos encarregados dessas decisões. Porque quero ser médica para atender um paciente por vez, chamando cada um pelo seu nome. Que não seja só um caso, só um numero, só mais um doente. Que seja uma pessoa como um todo, com uma história, alguém que deseja e precisa ser amado.

Então, POR FAVOR, que não venha um governo metido a socialista me fazer atender rápido um paciente porque tenho que ter 4 empregos. Que não me venha fazer dizer que nada pode ser feito, porque não há vaga na UTI. Que não me obrigue mandar esperar, porque não há equipamento de exame disponível. E que, no fim, não me venha culpar pelas calamidades da saúde publica desse país.
 
 Grupo de internato, nova etapa em nossas vidas a partir desse período! Um por todos e todos por um. Vamos chegar lá! Grande alegria ter vocês como companheiros.
 
 

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